Em alguns casos, isso acontece porque aprenderam que precisam resolver os próprios problemas sozinhos. Em outros, porque associam terapia a situações extremas ou acreditam que falar sobre emoções significa demonstrar fragilidade.
Na prática, não é necessário chegar ao limite para buscar acompanhamento psicológico.
Não é necessário chegar ao limite para buscar acompanhamento psicológico.
Quando “dar conta de tudo” começa a cobrar um preço
Trabalho, estudos, relacionamentos, responsabilidades familiares e decisões importantes podem se acumular até que a rotina passe a funcionar apenas na base da cobrança.
Alguns sinais podem aparecer:
- dificuldade para descansar sem culpa;
- preocupação constante com desempenho;
- irritação frequente;
- sensação de estar sempre atrasado ou devendo algo;
- dificuldade para desligar a mente;
- cansaço mesmo após períodos de descanso;
- isolamento ou perda de interesse por atividades que antes eram agradáveis.
Nem sempre esses sinais são percebidos imediatamente como uma questão de saúde mental.
Muitas vezes, o homem continua trabalhando, estudando e cumprindo suas responsabilidades enquanto internamente sente que está cada vez mais difícil sustentar o ritmo.
Terapia não exige que você saiba falar sobre tudo
Uma preocupação comum de quem nunca fez terapia é imaginar que precisará chegar à primeira sessão disposto a contar toda a própria história.
Não funciona assim.
O processo respeita o ritmo de cada pessoa. A conversa pode começar por situações concretas: ansiedade no trabalho, dificuldades de relacionamento, excesso de cobrança, decisões que precisam ser tomadas ou simplesmente a sensação de que algo não está funcionando bem.
A partir dessas situações, psicólogo e paciente começam a compreender juntos o que está acontecendo.
Procurar ajuda não significa perder autonomia
Existe uma diferença importante entre depender de alguém para resolver seus problemas e utilizar acompanhamento profissional para desenvolver recursos próprios.
Na Terapia Cognitivo-Comportamental, por exemplo, o paciente participa ativamente do processo.
O objetivo não é receber respostas prontas, mas compreender melhor os padrões de pensamento, emoção e comportamento que influenciam sua forma de reagir às situações.
Ao longo do acompanhamento, é possível trabalhar habilidades para lidar com ansiedade, estresse, irritação, autocobrança e tomada de decisões.
Um processo mais claro e objetivo
Para muitos homens, a resistência à terapia diminui quando percebem que o acompanhamento psicológico não precisa ser abstrato ou cheio de termos técnicos.
Na Terapia Cognitivo-Comportamental, o processo costuma envolver objetivos definidos em conjunto, identificação de padrões e construção de estratégias que possam ser aplicadas no cotidiano.
Isso pode incluir compreender:
- o que dispara determinados pensamentos;
- como você reage diante da pressão;
- quais comportamentos mantêm determinados problemas;
- que alternativas podem ser desenvolvidas;
- como lidar de maneira mais funcional com situações difíceis.
A terapia continua sendo um espaço de escuta, mas também pode ser um espaço de aprendizado.
É preciso estar em crise para começar terapia?
Não.
A psicoterapia pode ser procurada tanto em momentos de sofrimento mais intenso quanto quando a pessoa percebe padrões que gostaria de compreender ou modificar.
Você pode iniciar terapia porque está ansioso, sobrecarregado ou esgotado, mas também porque quer entender melhor suas decisões, melhorar a relação com o próprio desempenho ou desenvolver formas mais saudáveis de lidar com pressão e responsabilidades.
Esperar o problema crescer nem sempre é necessário.
Quando considerar procurar um psicólogo?
Talvez seja um bom momento para avaliar essa possibilidade quando você percebe que:
- a ansiedade está interferindo na rotina;
- descansar parece cada vez mais difícil;
- a irritação aumentou;
- sua cobrança interna nunca diminui;
- os mesmos problemas continuam se repetindo;
- você está funcionando, mas sente que está constantemente no limite.
Procurar ajuda psicológica pode ser uma decisão prática de cuidado e desenvolvimento pessoal.
Psicoterapia para homens com Fernando Lenz
Fernando Lenz é psicólogo, CRP 07/41639, e atua com Terapia Cognitivo-Comportamental e Psicologia Baseada em Evidências.
O atendimento é voltado especialmente a homens que enfrentam ansiedade, pressão, autocobrança e sobrecarga emocional e buscam um processo terapêutico claro, estruturado e sem excesso de “psicologês”.
O atendimento é realizado on-line.
Quer entender se a terapia pode fazer sentido para o seu momento? Entre em contato para conversar sobre a primeira consulta. Conversar sobre a primeira consulta
